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sexta-feira, 26 de setembro de 2014

A Regularização Fundiária em Ubatuba

A entrega dos 144 apartamentos do CDHU, localizados no Taquaral, no dia 27, sábado, às 16 horas, e a decretação do bairro SESMARIA como área de monitoramento para regularização fundiária e urbana demonstra mais uma vez que a Administração Municipal está no caminho certo.

As famílias contempladas com os apartamentos do CDHU são aquelas que se encontravam em áreas de risco e de preservação ambiental, provenientes dos bairros do Perequê-Açu, Indaiá, Cachoeira dos Macacos, Parque Guarani e Cazanga.

Todas as famílias passaram por um longo e complexo processo de seleção, com entrevistas, relatório social, apresentação de documentos, vistoria do local, reuniões com as comunidades, etc, enfim, buscou a Administração Municipal nesta ocasião e trabaho atender todas as famílias de acordo com o princípio do direito social à moradia e o direito ao meio ambiente equilibrado.

De acordo com a Prefeitura Municipal, as construções existentes nas áreas relacionadas  serão demolidas após desocupadas, e as respectivas áreas serão gradualmente recuperadas com recursos da Administração Municipal ou através de parcerias.

É fato que o histórico de ocupações irregulares em Ubatuba é muito antigo. Segundo dados da Prefeitura Municipal de 2012, há no município 64 núcleos de ocupações irregulares com 9.429 moradias, sendo que 13 núcleos se encontram em processo de regularização fundiária, alguns em fase de finalização.

Entretanto, conjugar a construção de moradia e a preservação de meio ambiente num município que possui 80% de sua área em APP ou em área de preservação permanente não é tarefa das mais fáceis, mas também não é impossível.

O trabalho de levantamento e monitoramento dessas áreas tem sido uma constante. A atuação da Administração Municipal tem sido acompanhada pelo Ministério Público, bem como pelo Governo do Estado e pela União que possuem um grande interesse em solucionar a questão, sendo os grandes financiadores  das moradias para a remoção ou transferência das famílias que se encontram nessas áreas.

A ação da Administração Municipal no monitoramento  do Sesmaria vai neste sentido, cumprindo o disposto na Lei Federal 11.977/2009, que define a regularização fundiária como o “conjunto de medidas jurídicas, urbanísticas, ambientais e sociais que visam à regularização de assentamentos irregulares e à titulação de seus ocupantes, de modo a garantir o direito social à moradia, o pleno desenvolvimento das funções sociais da propriedade urbana e o direito ao meio ambiente ecologicamente protegido”.

Em resumo, a regularização fundiária tem por objetivo melhorar a qualidade de vida das comunidades e das famílias beneficiadas, permitindo que as áreas regularizadas recebam satisfatoriamente todos os equipamentos públicos, com a consequente aquisição do título de propriedade e a realização integral de outros direitos constitucionais como o trabalho, o lazer, a educação e a saúde.

Sesmaria - Os atendimentos à população do Sesmaria acontecem a partir do próximo dia 7 de outubro até o dia 7 de dezembro, todas as terças e sextas-feiras, das 9 horas às 12 horas, das 14 horas às 16 horas, na Secretaria de Habitação, localizada no Paço Anchieta. Os documentos necessários são CPF, RG e os comprovantes de propriedade.


Assessoria de Comunicação do PT de Ubatuba – 26/09/2014

quinta-feira, 3 de maio de 2012

PT REPÓRTER DENUNCIA O ABANDONO DAS OBRAS DO CONJUNTO HABITACIONAL DO TAQUARAL

Em mais uma reportagem denúncia, PT REPÓRTER foi ao Taquaral para denunciar o abandono em que se encontra a construção dos 144 apartamentos do conjunto habitacional de responsabilidade da Secretaria de Estado da Habitação do Governo de São Paulo e do CDHU.

A construção dos 144 apartamentos, orçada em R$ 6.392.334,23, está paralisada desde 2010. Segundo informações de moradores do bairro, a obra que está sob a irresponsabilidade do CDHU está paralisada por problemas relacionados a inexistência de rede de água e esgoto. Já o CDHU informa que a paralisação tem por motivação a decretação da falência da construtora contratada.

Entretanto, em janeiro deste ano o CDHU tinha informado que as obras seriam retomadas, aguardando a finalização da licitação e que a entrega dos imóveis deveriam ocorrer até o final de 2012.

Mas, como estamos vendo até o momento a construção dos apartamentos continua paralisada. E do jeito que está os apartamentos somente deverão ser entregues em 2014.

Em matéria veiculada no dia 19 do mês passado, sob o título CDHU ESTÁ COM PROBLEMAS EM TODO ESTADO DE SÃO PAULO, já informavamos sobre a péssima qualidade das construções habitacionais do CDHU.

E como estamos vendo, além da péssima qualidade das construções, muitas obras como a do bairro do Taquaral estão paralisadas por irresponsabilidade do CDHU, tanto é que em janeiro o presidente do CDHU caiu, foi substituido pelo Sr. Antonio Carlos do Amaral Filho que até agora não mudou muita coisa ou coisa nenhuma.

A paralisação da construção dos apartamentos é, antes de tudo, um desrespeito para com a população de Ubatuba tão carente de moradias, e também uma demonstração clara da incapacidade de gestão do CDHU que a muitos anos vem sorteando casas no Estado de São Paulo por não ter uma política pública habitacional consistente e que atenda a população de baixa renda com dignidade.

Para o presidente do PT, Gerson Florindo, “Enquanto a população de Ubatuba sofre com a falta de moradias, o CDHU mantém a construção de 144 apartamentos paralisada. Isto é uma vergonha e um desrespeito”. E completou, “estaremos encaminhando uma representação ao Ministério Público denunciando a questão e esperamos que os promotores apurem as responsabilidades por mais uma demonstração de má gestão pública.




Postado pela Assessoria de Imprensa – 03/05/2012

 
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