Mostrando postagens com marcador Resíduos Sólidos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Resíduos Sólidos. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Estado está longe da meta de plano nacional de resíduos sólidos

24% do lixo paulista ainda tem destinação imprópria


A quase dois anos da entrada em vigor da nova lei nacional de resíduos sólidos, o Estado de São Paulo, o mais rico da federação, continua jogando cerca de 24% de seu lixo em áreas impróprias. 

O dado é da Associação Brasileira das Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais, que diz acreditar ser muito difícil o Estado atingir a meta de zerar o despejo impróprio de resíduos até o segundo semestre de 2014, data limite dada pela legislação nacional aprovada em 2010. 

"Nesse ritmo, a lei não será cumprida", afirma Carlos Silva Filho, diretor-executivo da associação empresarial, lembrando que essa porcentagem de 24% praticamente não mudou em três anos. 

A partir de agosto de 2014, ou seja, logo em seguida à Copa do Mundo, o agente público ou privado que jogar lixo em área imprópria poderá ser enquadrado na lei de crimes ambientais, que prevê multas, trabalho social e até prisão. 

Um lixão impróprio contamina o solo e o lençol freático e polui a atmosfera com gases, além de ser potencialmente prejudicial à saúde de moradores vizinhos. 

O primeiro desafio é equipar os lixões existentes com infraestrutura que proteja o ambiente e a saúde, como um sistema de drenagem para que o chorume não contamine o solo e um de captação dos gases que vão para o ar. Há ainda dificuldade de achar novos terrenos. 

Os dados apresentados pelo setor privado coincidem com os números oficiais da Cetesb, a agência ambiental paulista. O órgão do governo do Estado é o responsável pela fiscalização dos aterros. 

De acordo com o último relatório da agência, com dados de 2011, existem 153 (23,7%) cidades que jogam resíduos em locais impróprios. 

Para classificar um depósito de lixo, técnicos do governo aplicam um questionário com vários itens às empresas contratadas pelas prefeituras. 

A área ganha notas pela estrutura que dispõe. Para ser classificado como lixão em vez de aterro, a nota tem de ser inferior a seis. Ou seja, lixão é aterro sem estrutura. 

O problema da destinação imprópria de lixo, que pode gerar contaminação e transmissão de doenças, não ocorre só no interior, em zonas distantes dos centros urbanos. 


Postado pela Assessoria de Imprensa - 10/05/2012
fonte: Folha de S. Paulo/ Imprensa PT Estadual

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Destinação de resíduos é destaque em Porto Alegre

O governo municipal de Porto Alegre tem investido de forma maciça na limpeza pública. O serviço está a cargo do Departamento Municipal Limpeza Urbana (DMLU), da Secretaria de Meio Ambiente. Sob o DMLU estão vários programas e projetos vistosos que chamam a atenção pela variedade e alcance das ações, mas também pela inovação.

Além dos serviços comuns, como os de capina, coleta de lixo e entulho, poda de árvores, entre outros, a capital do Rio Grande do Sul tem serviços diferenciados daqueles oferecidos pela maioria das prefeituras Brasil afora.

Um desses serviços é o de Descarte de óleo de Cozinha. São 145 postos de entrega de óleo de fritura usado espalhados pela cidade. A prefeitura faz campanha educativa para que os moradores participem do programa, recomendando que o óleo usado seja envasado em garrafas de plástico ou vidro. Após a coleta, o óleo é encaminhado para que duas empresas conveniadas processem a reciclagem. Uma delas, a Faros, utiliza o produto como base para a fabricação de ração animal; a outra, chamada Ecológica, produz biodiesel.

O objetivo do programa é evitar que o óleo seja descartado no solo ou na rede de esgoto. Nos dois casos o produto pode provocar a contaminação. No esgoto, o óleo, que não é diluído, forma uma película sobre a água e pode causar a retenção de sólidos, entupimentos e problemas de drenagem. Nos córregos e rios, a película formada dificulta a troca de gases entre a água e a atmosfera, podendo provocar a mortandade de peixes e outros seres vivos que necessitam de oxigênio.

Em dia com a lei de Resíduos Sólidos

A administração do prefeito José Fortunati (PDT) tem ainda outro serviço inovador a cargo do DMLU: o de recebimento de lixo eletrônico para garantir destinação correta a esse tipo de descarte. A iniciativa tem como base o decreto 7.404/2010, assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, regulamenta a lei nº 12.305, que versa sobre a Política Nacional de Resíduos Sólidos.

A Prefeitura de Porto Alegre mantém três postos de descarte para lixos originados em produtos como computadores, celulares, impressoras, TVs e demais itens que, mesmo danificado ou fora de operação, não podem ser abandonados no lixo comum, pois tem alto potencial de contaminação por mercúrio, cádmio, e outras substâncias nocivas à saúde.

Ainda há na capital, pontos de coleta de pilhas e baterias, de pneus, e Ecopontos para coleta de entulhos produzidos por pequenos geradores. Além desses, o DMLU mantém os já conhecidos e consagrados Postos de Entrega Voluntária (PEV) para descarte de materiais recicláveis sem ter de esperar pela coleta feita em dias preestabelecidos da semana.

Caminho do lixo

O departamento, que têm 1.495 servidores próprios, conta com cerca de 1.700 funcionários vinculados a cooperativas e empresas contratadas. Os serviços estão vinculados a 12 seções e 27 capatazias estrategicamente distribuidas pela cidade.

Após as coletas, o DMLU se encarrega de dar a destinação final adequada aos resíduos.
O lixo seco é dividido entre as Unidades de Triagem (UT), para reaproveitamento e reciclagem; os resíduos da construção civil são destinados aos aterros de inertes; e o lixo domiciliar é encaminhado à Estação de Transbordo da Lomba do Pinheiro, onde uma pequena parte passa pela Unidade de Triagem e Compostagem (UTC) e o resto segue para o Aterro Sanitário no município de Minas do Leão, distante 113 km de Porto Alegre.

O programa pode ser uma ferramenta de comunicação importante durante a campanha para as eleições 2012, uma vez que tem forte apelo de marketing político. Por essas características, pode gerar impacto na campanha eleitoral que vai definir prefeitos e vereadores em outubro.

O que você acha dessa iniciativa? Acha que terá impacto na eleição 2012? Pode ser usada como uma boa ferramenta de marketing político para campanhas eleitorais de prefeito e vereador?
Conhece outra experiência semelhante?

 
Postado pela Assessoria de Imprensa – 09/04/2012
Fonte: portal Campanha e Mandatos

terça-feira, 27 de março de 2012

Governo lançará três programas para cumprir Plano Nacional de Resíduos Sólidos



O governo vai lançar nas próximas semanas um programa para tratamento de resíduos sólidos baseado em três eixos: Brasil sem Lixão, Recicla Brasil e Pró-Catador. A informação foi repassada pelo ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, e as ações do programa estão estruturadas no sentido de cumprir as determinações do Plano Nacional de Resíduos Sólidos, aprovado em 2010.

O primeiro eixo terá ações conjuntas entre estados, municípios e o governo federal e visa a eliminar os lixões de todas as cidades até agosto de 2014. O segundo irá estimular a reciclagem, e o Pró-Catador atuará para estruturar as cooperativas e tornar os catadores um elo importante para o alcance das metas do plano nacional.

O programa está na fase final de elaboração e, de acordo com a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, os próximos passos são formatar os aspectos jurídicos e discutir o texto com a presidenta Dilma Rousseff.

Ao falar sobre um dos maiores desafios do Plano Nacional de Resíduos Sólidos, que é a eliminação dos lixões até 2014, a ministra lembrou que, a partir do plano, essa passou a ser uma responsabilidade compartilhada entre os entes federados.

“Esse esforço não é só do governo federal, é de competência também dos estados e municípios e dá a todos a responsabilidade de lidar com a questão do fim dos lixões, de incrementar a reciclagem, a logística reversa, de discutir as regiões do país que não têm aterros sanitários”, disse na quarta-feira (21) após participar da abertura do encontro Diálogos Sociais Rumo à Rio+20. A ministra observou também que muitas cidades ainda não têm a infraestrutura para implementar o patamar necessário de reciclagem no país.

Conforme o texto do Plano Nacional de Resíduos Sólidos, após o dia 2 de agosto de 2014, o Brasil não poderá ter mais lixões, que serão substituídos pelos aterros sanitários. Os aterros vão receber apenas rejeitos, ou seja, aquilo que não é possível reciclar ou reutilizar. Os aterros são estruturas que contam com preparo no solo para evitar a contaminação de lençol freático, captam o chorume que resulta da degradação do lixo e contam com a queima do metano para gerar energia. 


Postado pela Assessoria de Imprensa – 27/03/2012
Fonte: Yara Aquino/ Agência Brasil

segunda-feira, 26 de março de 2012

Evento vai ensinar prefeitos a fazer planos para resíduos

Evento em Brasília realizado pela Frente Nacional de Prefeitos (FNP) tem por objetivo ajudar os municípios brasileiros a implementar a Política Nacional de Resíduos Sólidos.


O 1.º Encontro dos Municípios com o Desenvolvimento Sustentável: Pequenos Negócios, Qualidade Urbana e Erradicação da Miséria começa amanhã e vai até quinta-feira.

Durante a reunião serão lançados a publicação Planos de Gestão de Resíduos Sólidos: Manual de Orientação e o curso de ensino à distância, ambos desenvolvidos pelo Ministério do Meio Ambiente em parceria com o Iclei - Governos Locais pela Sustentabilidade.

Após o evento, o manual estará disponível nos seguintes sites: www.iclei.org.br/residuos/ e www.mma.gov.br. A publicação sugere passos metodológicos que garantem a participação e o controle social e o cumprimento das metas estabelecidas no plano de resíduos.


Postado pela Assessoria de Imprensa - 26/03/2012
Fonte: portal Terra/ Sustentabilidade




domingo, 25 de março de 2012

LIXO: Rejeitado aqui, cobiçado lá fora

Enquanto reciclagem patina no Rio, países da Europa reaproveitam até 79% das embalagens

RIO - Se a reciclagem não deslancha no Rio, o panorama é bem diferente na Europa, onde há sistemas que funcionam com eficiência há mais de 20 anos. Dados do Gabinete de Estatísticas da União Europeia (Eurostat) mostram que a média de reciclagem de embalagens de papel, plástico, alumínio, vidro, madeira e metal nos 12 países mais populosos do bloco chegou a 60% em 2009 — última parcial divulgada. 

A Bélgica lidera o ranking, gerando 1,64 milhão de toneladas dessas embalagens e reciclando 1,29 milhão, um aproveitamento de 79,07%. Holanda (74,86%), Alemanha (73,43%), República Tcheca (68,83%) e Itália (63,97%) completam a lista dos mais eficientes. Na outra ponta, Grécia (43,82%) e Romênia (40,47%) apresentam percentuais mais baixos. 

A maior economia do mundo também atinge bons percentuais. Os Estados Unidos recuperaram 46,3% de suas embalagens em 2010, segundo dados da Agência de Proteção Ambiental. O país produz, anualmente, 200 milhões de toneladas de lixo (três vezes mais que o Brasil). As embalagens representam cerca de metade do volume total de resíduos. No Canadá, o retorno das embalagens é semelhante: 47%. 

Portugal conseguiu erradicar lixões 

Na Europa, a Alemanha foi a pioneira na implantação de um modelo de reaproveitamento de resíduos. Em 1972, foi editada a primeira lei, estabelecendo o monitoramento do lixo. Vinte anos depois, saía a ordenação sobre embalagens, as bases de um sistema chamado "Ponto Verde". O comércio foi obrigado a estimular os consumidores a utilizarem sistemas de recolhimento de embalagens. Os custos são pagos através da indústria e do comércio e transferidos para os preços. 

Já Portugal vivia, em 1996, uma situação semelhante à do Estado do Rio: cada município contava com lixões a céu aberto (eram 341 ao todo) e não havia um sistema de coleta seletiva estruturado. Investimentos maciços da União Europeia e do governo português — de 1997 a 2006 foi aplicado 1,6 bilhão de euros — foram decisivos para mudar o panorama. O país erradicou os lixões e cumpre as metas estabelecidas pelo Parlamento Europeu. 


Postado pela Assessoria de Imprensa – 23/03/2012
Fonte: portal G1

terça-feira, 13 de março de 2012

Estados e municípios têm até agosto para elaborar planos de gestão de resíduos


Agosto de 2012 será uma data decisiva para a Política Nacional de Residuos Solidos. Nesse mês, a Lei12.305/10 completa dois anos e se encerra o prazo para que estados e municípios apresentem seus planos de gestão dos resíduos. Os que não o fizerem, não poderão receber recursos federais para ações no setor.

- Se produz lei, se dá prazo para cumprir, mas não se diz onde está o dinheiro para aplicá-la - reclama o presidente da Confederação Nacional dos Municípios (CNM), Paulo Ziulkoski. Segundo ele, até um ano atrás, apenas 300 dos mais de 5.500 municípios já haviam elaborado seus planos, incluindo quatro capitais. O presidente da CNM também alerta para a dificuldade de, até 2014, implantar os programas de coleta seletiva e fechar os lixões. Ele estima que seja preciso construir mais de mil aterros sanitários no país.

O diretor de Ambiente Urbano do Ministério do Meio Ambiente (MMA), Silvano Costa, reconhece o impacto das mudanças sobre os municípios, responsáveis diretos pelo manejo dos resíduos. Afirma, porém, que há um conjunto de instrumentos à disposição das prefeituras.

Ele lembra que em 2011 o MMA abriu edital para que os municípios se candidatassem a receber recursos federais para desenvolver seus planos. Segundo ele, até agora 17 planos estaduais mais o do Distrito Federal e 23 intermunicipais foram contratados pela Caixa Econômica Federal, com repasse de R$ 37 milhões.

Já o Ministério das Cidades tem previsão orçamentária até 2015 de R$ 1,5 bilhão destinado aos resíduos sólidos. Para habilitarem-se aos recursos, os municípios deverão atender requisitos como soluções regionalizadas, sustentabilidade econômica, ambiental e social, com inclusão dos catadores na coleta seletiva regular.

Por meio do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC), o ministério já apoia 104 operações de manejo, investindo R$ 392,4 milhões.

Suporte

O senador Cícero Lucena (PMDB-PB) se diz preocupado com o problema gravíssimo das prefeituras que estão despreparadas técnica e financeiramente para implantar as mudanças da Política Nacional de Residuos Solidos (PNRS). Segundo ele, é preciso dar maior suporte aos municípios menores se não quisermos ver mais uma lei não ser cumprida neste país. Lucena, que foi relator da proposta da PNRS na Comissão de Meio Ambiente, teme pelas sanções às prefeituras que não concluírem seus planos de resíduos sólidos até agosto.

Como prefeito de João Pessoa, ele conduziu o projeto que fechou o Lixão do Roger, na capital, em 2003. As famílias que moravam no local foram transferidas para apartamentos e implantou-se um aterro sanitário.

Desafio

A elaboração de planos de resíduos sólidos por parte dos municípios é importante para enfrentar a descontinuidade administrativa no setor de limpeza urbana. A opinião é da senadora Marta Suplicy (PT-SP). Ela diz que, ao assumir a prefeitura da capital paulista em 2001, encontrou descontrole e falta de gestão estratégica. Para Marta, a PNRS preenche essas lacunas, principalmente ao introduzir a cooperação entre poder público, empresas e sociedade. Sobre a erradicação dos lixões até 2014, ela afirma que o prazo é desafiador, mas não impossível. Lembra o orçamento de R$ 1,5 bilhão do governo e a possibilidade de criação de consórcios intermunicipais para viabilizar projetos.


Postado pela Assessoria de Imprensa – 13/03/2012
Fonte: Agência Senado/Silvio Burle / Jornal do Senado

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Incineração Não!


Incineração ou reciclagem de resíduos urbanos. O que você pensa sobre a questão?

Postado pela Assessoria de Imprensa do PT de Ubatuba - 04/08/2011

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Destaque do PT de Ubatuba

O PT de Ubatuba publica neste espaço as matérias e reportagens que são destaque do dia:

O PT de Ubatuba traz para o blog a reportagem da TVT - "Uma cidade contra o lixo", realizada pela equipe do ABCD em Revista que foi até Mogi das Cruzes saber porque a cidade inteira é contra a construção de um Aterro Sanitário na região do Taboão. 

A reportagem debate a questão do lixo, ou melhor, resíduos sólidos e meio ambiente. O programa mostra ainda alternativas simples que podem dar um destino correto e útil ao lixo. Bom para o meio ambiente e bom para a comunidade. 

ABCD em Revista foi exibido no dia 03/06/2011 na canal TVT, UHF 46.








Postado pela Assessoria de Imprensa do PT de Ubatuba - 07/06/2011

terça-feira, 7 de junho de 2011

Juridicamente: A Política Nacional dos Resíduos Sólidos


Este artigo tem como objetivo, através de uma sucinta análise da Lei dos Resíduos Sólidos, demonstrar a constitucionalização do direito, na medida em que os princípios de outros ramos do direito (como o do “Desenvolvimento Sustentável” do Direito Ambiental), encontram-se consagrados na Carta Magna.
A Lei 12.305 (Lei dos Resíduos Sólidos) regulamentada pelo Decreto 7.704/2010, foi sancionada pelo então presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, em 2 de agosto de 2010.

O objetivo desta lei é

“A regulamentação do destino final de todo o resíduo sólido produzido, estando sujeitas à observância deste comando legal todas as Pessoas Físicas ou Jurídicas, de Direito Público ou Privado, responsáveis direta ou indiretamente pela geração de resíduos sólidos e as que desenvolvam ações relacionadas à gestão integrada ou ao gerenciamento ambientalmente adequado destes resíduos, ações estas, definidas no Capítulo II da referida Lei.”

Neste contexto de proteção ao meio ambiente, a Lei 6938/81 em seu art. 3º, o define como sendo “ o conjunto de recursos e bens de qualquer natureza, que abriga e rege a vida em todas as suas formas”.

As normas de Direto Ambiental decorrem do direito à vida, um Direto Fundamental estabelecido no caput do art. 5º da Constituição Federal. De forma mais abrangente, no art. 225, há uma associação do meio ambiente com a dignidade da pessoa humana na medida em que “ todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo (a todos imprescindível) e essencial à sadia qualidade de vida (...)”.

Desfrutar de uma sadia qualidade de vida é desfrutar de um “estado de completo bem-estar físico, mental e social, e não apenas da ausência de doença”, como estabelece a Organização Mundial da Saúde. Com efeito, o bem-estar social pode ser expresso sob uma forma de vida em um meio ambiente ecologicamente equilibrado.

Em outras palavras, proteger o meio ambiente da degradação da natureza imposta pela ação humana na geração desordenada de resíduos sólidos, é proteger a dignidade da vida humana, com a consciência de que o descuido com a natureza pode comprometer gravemente a qualidade de vida do homem no planeta, afinal, sem vida não há qualquer outro direito a ser resguardado.

Cabe destacar também que o referido artigo 225 da Carta Magna abriga o conhecido princípio do “Desenvolvimento Sustentável”, um dos objetivos da Política Nacional dos Resíduos Sólidos, o qual parte da consideração de que os bens ambientais são esgotáveis, devendo, assim, haver uma limitação do desenvolvimento e exploração de capitais a uma forma própria de promoção, e não baseada exclusivamente em recursos ambientais.

Com efeito, há que se observar que não existem princípios e direitos absolutos, sendo mister haver um cotejamento entre eles, de maneira que possam coexistir de forma harmônica em prol do bem comum.

No caso, é necessário o equilíbrio entre o desenvolvimento e a exploração de capitais e de outro o direito difuso ao meio ambiente ecologicamente equilibrado.

O “fio condutor” desta ponderação é o princípio da proporcionalidade, vale dizer, a observância da adequação entre os fins almejados e os meios utilizados para o alcance destes fins, de modo que não haja excessos para o alcance dos objetivos traçados. Desta feita, não se admite a busca pelo desenvolvimento econômico, “a qualquer custo”, em detrimento da preservação do meio ambiente, mas sim, uma coexistência equilibrada e benéfica para todos.

Ressalta-se ainda o fato de que, viver em um ambiente ecologicamente equilibrado através do gerenciamento dos resíduos sólidos, constitui um direito difuso, o qual implica na idéia da solidariedade social para o alcance de tal direito.

Neste sentido, a Lei 12.305 instituiu o mecanismo da Logística Reversa, o qual consiste em “um conjunto de ações, procedimentos e meios para viabilizar a restituição dos resíduos aos setores empresariais”, vale dizer, viabilizar a volta do produto das mãos do consumidor para o estabelecimento comercial e, em seguida, para o fabricante.

Este mecanismo retrata uma “responsabilidade compartilhada” entre empresas, governo e consumidores no que se refere à destinação ou reciclagem dos produtos comercializados, com o intuito de promover a destinação destes resíduos de forma ambientalmente adequada.

Conclui-se, portanto, que a Política Nacional dos Resíduos Sólidos, em que pesem todas as discussões e indagações que possa gerar (até salutares para o seu aprimoramento), constitui um instrumento poderoso e consciente da necessidade alarmante de proteção do meio ambiente para as presentes e futuras gerações, agasalhando também a dignidade da pessoa humana e do seu direito à sadia qualidade de vida.

Postado pela Assessoria de Imprensa do PT de Ubatuba – 07/06/2011
Fonte: Virginia de Sylos Sutherland/ Direito Net.com.br

 
Design by Free WordPress Themes | Bloggerized by Lasantha - Premium Blogger Themes | Press Release Distribution