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domingo, 25 de março de 2012

LIXO: Rejeitado aqui, cobiçado lá fora

Enquanto reciclagem patina no Rio, países da Europa reaproveitam até 79% das embalagens

RIO - Se a reciclagem não deslancha no Rio, o panorama é bem diferente na Europa, onde há sistemas que funcionam com eficiência há mais de 20 anos. Dados do Gabinete de Estatísticas da União Europeia (Eurostat) mostram que a média de reciclagem de embalagens de papel, plástico, alumínio, vidro, madeira e metal nos 12 países mais populosos do bloco chegou a 60% em 2009 — última parcial divulgada. 

A Bélgica lidera o ranking, gerando 1,64 milhão de toneladas dessas embalagens e reciclando 1,29 milhão, um aproveitamento de 79,07%. Holanda (74,86%), Alemanha (73,43%), República Tcheca (68,83%) e Itália (63,97%) completam a lista dos mais eficientes. Na outra ponta, Grécia (43,82%) e Romênia (40,47%) apresentam percentuais mais baixos. 

A maior economia do mundo também atinge bons percentuais. Os Estados Unidos recuperaram 46,3% de suas embalagens em 2010, segundo dados da Agência de Proteção Ambiental. O país produz, anualmente, 200 milhões de toneladas de lixo (três vezes mais que o Brasil). As embalagens representam cerca de metade do volume total de resíduos. No Canadá, o retorno das embalagens é semelhante: 47%. 

Portugal conseguiu erradicar lixões 

Na Europa, a Alemanha foi a pioneira na implantação de um modelo de reaproveitamento de resíduos. Em 1972, foi editada a primeira lei, estabelecendo o monitoramento do lixo. Vinte anos depois, saía a ordenação sobre embalagens, as bases de um sistema chamado "Ponto Verde". O comércio foi obrigado a estimular os consumidores a utilizarem sistemas de recolhimento de embalagens. Os custos são pagos através da indústria e do comércio e transferidos para os preços. 

Já Portugal vivia, em 1996, uma situação semelhante à do Estado do Rio: cada município contava com lixões a céu aberto (eram 341 ao todo) e não havia um sistema de coleta seletiva estruturado. Investimentos maciços da União Europeia e do governo português — de 1997 a 2006 foi aplicado 1,6 bilhão de euros — foram decisivos para mudar o panorama. O país erradicou os lixões e cumpre as metas estabelecidas pelo Parlamento Europeu. 


Postado pela Assessoria de Imprensa – 23/03/2012
Fonte: portal G1

sábado, 24 de março de 2012

Quase tudo se recicla!


Saiba como dar um fim ecológico a pilhas, baterias, lâmpadas e outros materiais depois que eles perdem sua utilidade

EQUIPAMENTOS ELETRÔNICOS 
Descarte comum - Na lixeira mais próxima, gerando toneladas de lixo tóxico, já que eles contêm metais pesados.
Descarte ecológico - Doar é ótima opção. ONGs como o Comitê para Democratização da Informática aceitam computadores. A USP recolhe e doa o que pode ser reaproveitado. E várias operadoras de celular reciclam aparelhos usados.

ISOPOR
Descarte comum -
Na lixeira de materiais orgânicos, já que existe o mito de que esse material não é reciclável.
Descarte ecológico - Tanto o isopor mais duro, aquele usado nas embalagens, quanto o menos resistente (dos copos e bandejas de alimentos) são recicláveis, sim. Portanto, os objetos feitos com esse material devem ir direto para o compartimento de lixo plástico.

PILHAS E BATERIAS
Descarte comum -
Na lixeira mais próxima, poluindo o meio ambiente com ácidos e metais pesados que, juntos, se tornam ainda mais perigosos.
Descarte ecológico - Confira na embalagem a destinação adequada do material após o vencimento de seu prazo de validade. E saiba: os fabricantes são obrigados a fornecer locais apropriados para seu recolhimento após o uso.

LATAS COM TINTA OU VERNIZ
Descarte comum -
É feito em lixeiras de metais, afinal de contas, estão em latas.
Descarte ecológico - Consulte na prefeitura da sua cidade a lista de instituições que podem receber esse tipo de produto, já que ele contém substâncias tóxicas e, portanto, não deve ser destinado à coleta municipal de lixo.

LÂMPADAS FLUORESCENTES
Descarte comum -
Na lixeira mais próxima, contaminando o solo, lagos, rios e mares com mercúrio.
Descarte ecológico - No portal do projeto Coleta Seletiva Solidária, uma iniciativa do governo federal, vale pesquisar as empresas que possuem tecnologia para descontaminar e reciclar o produto: http://abr.io/coletasolidaria.

ÓLEO DE COZINHA
Descarte comum - Vai para o ralo da pia, contaminando até 20 mil litros de água para cada 1 de óleo.
Descarte ecológico - Se você não tiver tempo para fazer sabão ecológico caseiro (confira a receita logo abaixo), vá juntando o óleo usado em um recipiente e, depois, doe o material para entidades que reciclem, como o Instituto Triângulo.

TEMPO DE DECOMPOSIÇÃO DO LIXO DOMÉSTICO

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ESSES DEIXAM A GENTE NA DÚVIDA! Dói o coração, mas os materiais abaixo devem ser jogados no lixo orgânico mesmo, porque não dá para reciclar:
- Fotografias.
- Fitas e etiquetas adesivas.
- Papel-carbono.
- Papel encerado ou plastificado.
- Papel de fax.
- Papel vegetal.
- Embalagens metalizadas de biscoitos e salgadinhos.
- Plásticos usados na fabricação de telefones, computadores e eletrodomésticos.
- Papel celofane.

COMO FAZER SABÃO ECOLÓGICO CASEIRO!
Ingredientes

- 2 litros de óleo de cozinha usado
- 800 ml de água quente
- 80 ml de amaciante de roupa
- 400 g de soda cáustica em escamas

Modo de preparo
Primeiro, coe o óleo para retirar todos os restos de fritura. Com o máximo de cuidado, despeje a soda cáustica em um balde, usando luvas e máscara para não inalar o produto. A seguir, acrescente a água quente e mexa até a mistura se dissolver completamente. Aos poucos, junte o óleo, sem parar de mexer, e, depois, o amaciante. Para a mistura ficar perfeita, continue mexendo por mais 40 minutos aproximadamente. Por fim, vire o líquido em uma forma, espere endurecer e corte em pequenos tabletes. Use após dez dias. 

Postado pela Assessoria de Imprensa - 24/03/2012
Fonte: Planeta Sustentável

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Reciclagem x incineração de resíduos urbanos


Em junho do ano passado, os vereadores do PT de São Paulo em conjunto com entidades ambientalistas realizaram o Seminário "Reciclagem: Metodologias Sustentáveis para os Resíduos e a Inclusão Social" com o objetivo de debater os benefícios da coleta seletiva de lixo como forma de reduzir a quantidade de lixo gerado no município, bem como a inclusão social proporcionada aos catadores. Os participantes do seminário debateram também os maleficios e prejuizos da implantação de incineradores de lixo. Leia a matéria abaixo e tire as suas conclusões e para ver o video CLIQUE AQUI.

 

 

Reciclagem x incineração é tema de seminário na Câmara Municipal de São Paulo


Os mandatos dos vereadores Ítalo Cardoso, Chico Macena e Juliana Cardoso e do Deputado Estadual Adriano Diogo em parceria com o Observatório Ambiental, Fórum Lixo e Cidadania da Cidade de São Paulo, Projeto de Coleta Seletiva Brasil-Canadá, Movimento Nossa São Paulo, Instituto Pólis, Centro Gaspar Garcia de Direitos Humanos, Repisa-Rede de Pesquisa e Interação Socioambiental, Movimento Nacional dos Catadores de Materiais Recicláveis,
Movimento Nacional da População de Rua, promoveram no último dia 28 de maio o Seminário "Reciclagem: Metodologias Sustentáveis para os Resíduos e a Inclusão Social". O Seminário aconteceu no Auditório Prestes Maia da Câmara Municipal e você vê, neste vídeo, destaques do encontro:

Vereador Ítalo Cardoso fala sobre descaso no tratamento aos trabalhadores da reciclagem na cidade de São Paulo. Vereador Chico Macena explica que muitas cooperativas de reciclagem não foram implantadas na cidade, mesmo com planejamento deixado pela gestão Marta Suplicy. "Tinha previsão orçamentária, estava no contrato das empresas de lixo e isso acabou", afirma Macena.

Roberto Rocha, representante do Movimento Nacional dos Catadores, diz que diversos materiais mesmo os não recicláveis têm sido enviados às cooperativas, prejudicando o trabalho.

Vereadora Juliana Cardoso destaca que a pressão é para voltar a se usar incineradores. O deputado Adriano Diogo alerta para os prejuízos de um retrocesso ao uso de incineradores: "Queimar lixo é queimar dinheiro".

Jutta Gutberlet, do Projeto de Coleta Seletiva Brasil-Canadá, defende que é fundamental a implementação de uma política de resíduos sólidos mais justa e sustentável, valorizando o trabalho dos catadores. "O grande benefício que a coleta seletiva solidária traz é gerar emprego... Pensar em incinerador é um passo errado e um passo atrás."

Sonia Maria Manso Vieira, consultora técnica, explica o desenvolvimento de tanques (tecnologia) para otimizar reações. "Consigo tratar uma mesma quantidade de resíduos sólidos num volume menor que o aterro. Fecho o tanque e recupero o gás metano... Não vai dar o efeito estufa".

Dan Moche Schneider, consultor de resíduos sólidos do Ministério do Meio Ambiente, lembra que o Brasil tem uma Política de Resíduos a ser aprovado no Senado. "Recentemente, tivemos aprovada a Política de Saneamento... As políticas apontam um modelo tratar o lixo que não passa pela incineração, mas por coleta seletiva."

Ao término do encontro, Silvia Gonçalves, da Secretaria de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano do Ministério do Meio Ambiente, avaliou que o encontro foi um sucesso, sobretudo pela participação da população e associações de catadores.
Fernando Luciano do Amaral, físico e mestre em Tecnologia Ambiental falou da importância de passar conceitos técnicos e de perceber a "dignidade, a "raça" e a "importância do povo na preservação do meio ambiente".

"No que diz respeito aos incineradores, estamos nos sentindo violados do direito de termos trabalho, que advém da reciclagem. O incinerador acaba com isso", conclui Luzia Maria Honorato, do Movimento Nacional de Catadores de Materiais Recicláveis.

Postado pela Assessoria de Imprensa do PT de Ubatuba – 28/07/2011
Fonte Bancada de Vereadores do PT de São Paulo

domingo, 12 de junho de 2011

Destaque do PT de Ubatuba

O PT de Ubatuba publica neste espaço as matérias e reportagens que são destaque do dia:

O PT de Ubatuba destaca o vídeo sobre a reciclagem de lixo (resíduos sólidos) e coleta seletiva que está no Youtube.



Postado pela Assessoria de Imprensa do PT de Ubatuba - 12/06/2011

 
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