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quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Economia brasileira cria mais de um milhão de empregos formais em 2013

O saldo líquido de geração de empregos com carteira assinada no Brasil em 2013 foi de 1.117.171, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados pelo Ministério do Trabalho nesta terça-feira (21). O saldo do ano passado resulta de 22.092.164 admissões e 20.974.993 demissões.

O saldo de empregos em 2013 caiu 18,61% ante 2012, de acordo com a série ajustada, cujo resultado de 2012 é de 1.372.594. Pela série sem ajuste, em que 2012 teve saldo de 868.241, a alta em 2013 foi de 28,67%. O resultado é 14,1% inferior ao de 2012.
Durante a divulgação da pesquisa, o ministro do Trabalho e Emprego, Manoel Dias, destacou como positiva a geração de mais de um milhão de empregos formais na economia brasileira em um período em que, ao mesmo tempo, milhões de trabalhadores estão sendo demitidos em outros países, devido à crise financeira internacional.
Relatório divulgado nesta segunda-feira (20), pela Organização Internacional do Trabalho (OIT), revela que, em 2013, o número de desempregados no mundo aumentou 5 milhões. Com isso, o número de pessoas sem emprego é cerca de 202 milhões, o que representa uma taxa de desemprego mundial de 6%.
Segundo o relatório Tendências Mundiais de Emprego 2014, a fraca recuperação da economia mundial não foi capaz de levar a uma melhora no mercado de trabalho. O relatório também mostrou um aumento da informalidade nos países pesquisados. Neste quesito, disse Manoel Dias, o Brasil é uma exceção e os outros países gostariam até de saber como estamos criando tantos empregos.
Já no Brasil, a expectativa do ministro do Trabalho é de aceleração na criação de empregos formais em 2014. Em sua visão, serão criados de 1,4 milhão a 1,5 milhão de vagas com carteira assinada neste ano.
Manoel Dias acrescentou que, apesar da desaceleração na geração de vagas com carteira assinada em 2013, o mercado formal vem apresentado maior dinamismo, por cinco meses consecutivos, frente ao mesmo mês do ano anterior. O que é um indicativo de que o País vai continuar crescendo neste ano, disse.
Setores
O setor de serviços liderou a criação de empregos com carteira assinada em 2013, com um total de 546.917 postos abertos. Na indústria de transformação, houve alta: 126.359 trabalhadores foram contratados com carteira assinada em 2013 contra 86.406 no ano anterior.
construção civil contratou 107.024 trabalhadores com carteira assinada em 2013 contra 149.290 em 2012. O setor agrícola gerou 1.872 empregos no último ano; em 2012 foram 4.976. O comércio abriu 301.095 vagas formais em 2013 contra 372.368 no ano anterior.
Regiões
O Sudeste liderou a criação de vagas, com 476.495 postos formais abertos no ano passado, número menor que as 655.282 vagas abertas em 2012. Em segundo lugar, aparece a região Sul, com 257.275 vagas criadas, mais do que as 234.355 no ano anterior.
A região Centro-Oeste criou 127.767 postos de trabalho em 2013, contra 150.539 em 2012. A região Nordeste criou 193.316 vagas formais em 2013, contra 190.367 no ano anterior. E o Norte gerou 62.318 empregos com carteira assinada em 2013, nível abaixo dos 71.299 empregos em 2012.

Postado pela Assessoria de Comunicação do PT de Ubatuba - 22/01/2014.
Fonte: Portal Brasil

sábado, 28 de maio de 2011

Política nacional de resíduos sólidos poderá gerar milhões de novos empregos


Milhões de empregos poderão ser criados nos próximos anos com a implantação da Política Nacional de Resíduos Sólidos. Benefícios que podem chegar antes, caso o governo promova os incentivos fiscais e tributários para estimular os investimentos de empresas e cooperativas. A avaliação é do diretor da Associação Brasileira de Resíduos Sólidos e Limpeza Pública (ABLP) Walter Capello Júnior.

“Apesar de sempre se mostrar interessado em dar incentivos fiscais e, também, de fazer uma diferenciação tributária para favorecer a utilização de plásticos, metais e outros materiais recicláveis, pouco tem sido feito de concreto, pelo governo, nesse sentido. E isso é fundamental para que o país consiga implantar a Política Nacional de Resíduos Sólidos até 2014, como pretende o governo”, disse Capello à Agência Brasil.

“Só assim os investimentos necessários serão financeiramente interessantes e só depois disso o setor poderá, de fato, agregar valores à economia nacional”, acrescentou. Segundo ele, não há estimulos tributários para o uso de materiais recicláveis.

Com experiência de 36 anos no ramo, Capello tem certeza de que a nova política de resíduos sólidos trará muitos benefícios ao país, ao meio ambiente e aos trabalhadores. “Em primeiro lugar, transformaremos os mais de 1 milhão de catadores que existem no país em agentes ambientais de reciclagem. Mas a grande vantagem virá com a criação de milhões de vagas para uma nova profissão: a de agente ambiental selecionador”, prevê o diretor da ABLP.

Ele explica que, enquanto os agentes de reciclagem têm a função de separar do lixo os materiais recicláveis, diferenciando papéis, metais, plásticos e vidros, o agente selecionador será responsável pela triagem desses materiais por categoria de uso. “São inúmeros tipos de materiais e de utilidades para cada um desses grupos”, afirma ele.

Atualmente, são produzidos por dia, de acordo com a ABLP, cerca de 180 mil toneladas de lixo urbano. Só com a coleta são gastos, em média, R$ 80 por tonelada. Já o custo do aterro é de R$ 70 por tonelada. “Ou seja, são gastos R$ 150 por tonelada [de lixo], no formato atual. Dinheiro que poderia ser economizado se o país entendesse que cidade limpa é cidade que não se suja, adotando a prática de tratar o lixo na origem”, argumenta Capello.

De acordo com o diretor de Ambiente Urbano do Ministério do Meio Ambiente, Silvano Silvério da Costa, de 30% a 37% do lixo são resíduos secos, que podem ser reutilizados, e 55% são resíduos úmidos, aí incluído o material orgânico. Sobram, portanto, de 8% a 10% de rejeito inaproveitável. “Só o rejeito inaproveitável passará a ser enviado pelo município ao aterro sanitário, o que vai reduzir em muito os lixões Brasil afora”, avalia o diretor do MMA.

Ele lembrou que a lei também obriga o município a se adequar à sistemática da coleta seletiva. As cidades que não adotarem os procedimentos de coleta seletiva até agosto de 2014 deixarão de receber verbas do governo federal.

Essa obrigação aumenta os desafios para os pequenos e médios municípios, que ainda usam lixões a céu aberto por não dispor de recursos financeiros nem capacidade técnica para a gestão adequada dos serviços. Para esses casos, Silvano Silvério lembra que os municípios mais carentes podem se unir em autarquias regionais, com interveniência dos governos estaduais.

O diretor da ABLP, por sua vez, sugerem a formação de consórcios para atuar tanto nas regiões metropolitanas como nos municípios do interior. “Os consórcios são um dos instrumentos mais importantes para se utilizar, com aterros regionais localizados estrategicamente para atender a um número maior de municípios. Mas, para isso, é preciso agregar tecnologias para, por exemplo, gerar energia a partir do lixo e atenuar o custo operacional”.

Postado por Assessoria de Imprensa do PT de Ubatuba – 28/05/2011
Fonte: CUT Nacional

 
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