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terça-feira, 6 de março de 2012

Deputado Marco Aurélio comenta política educacional do Governo do Estado



O deputado estadual Marco Aurélio (PT) usou a tribuna da Assembleia Legislativa na última quinta-feira (1) para falar sobre a situação da educação no Estado de São Paulo. Ele apontou os últimos resultados da área, com grande reprovação de professores.

Marco Aurélio leu o artigo do jornal Folha de S. Paulo, assinado pelo colunista Rogério Gentile, com críticas ao governo paulista, que autorizou a contratação de professores reprovados em um teste de seleção aplicada pelo próprio Estado.

No texto “Professores reprovados”, o colunista afirma que “o ensino público em São Paulo, no que depender da engenhosidade do governador Geraldo Alckmin (PSDB), não corre o menor risco de melhorar nos próximos anos”.

Gentile exemplifica essas afirmações com a dificuldade que o governo estadual tem tido para preencher as vagas abertas no corpo docente das escolas, tendo sido obrigado a contratar professores reprovados em um teste de seleção aplicado pelo próprio Estado. “Ou seja, o contribuinte paulista vai continuar a pagar alguém para ensinar aquilo que não sabe para os seus filhos”, diz trecho do artigo. “Era esse tipo de solução que o tucano se propunha a oferecer quando, na eleição de 2010, dizia que governar é enfrentar problemas e concretizar sonhos?”, questionou o jornalista.

O deputado enfatizou que isso demonstra que os erros não são vistos apenas pela oposição. “Este artigo não é de autoria política, não é do PT. É a opinião da mídia”, disse Marco Aurélio, que acrescentou ainda que este é o retrato da educação no Estado, fruto de uma política de desvalorização por parte do PSDB.


Postado pela Assessoria de Imprensa – 06/03/2012
Fonte: website do dep. Marco Aurélio

terça-feira, 19 de julho de 2011

SP tem 10 mil km de estradas estaduais esburacadas

Dos 15,8 mil quilômetros de rodovias estaduais sem pedágio do Estado de São Paulo, pelo menos 10 mil km têm problemas de conservação e precisam de reformas, aponta levantamento realizado pelo Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas do Estado de São Paulo (Setcesp).

A extensão da malha ruim é quase o dobro dos 6,2 mil quilômetros da rede estadual com pedágio, considerada em bom estado. O alto custo da tarifa leva os motoristas, principalmente caminhoneiros, a usar as rodovias sem pedágio como rota de fuga, piorando suas condições.

Um trecho de 213 km da Rodovia Raposo Tavares (SP-270), entre Itapetininga e Ourinhos, é uma das principais rotas usadas pelos caminhões de carga procedentes de Mato Grosso do Sul em direção à Grande São Paulo ou à Baixada Santista. Nela, as carretas bitrens evitam a Rodovia Castelo Branco e economizam R$ 174,50 por viagem. Em uma viagem de ida e volta, a economia dobra.

O problema é que, sem conservação, a estrada de pista simples não aguenta o tráfego pesado e intenso. O asfalto está esburacado e os acostamentos desapareceram. O único serviço, de tapa-buracos, é ocasional e não dá conta. O motorista José Luis Sgarioni, de Flores da Cunha (RS), considera o trecho o pior de São Paulo. "Como a gente paga tanto pedágio aqui no Estado, merecia andar só em estrada boa", afirma.

A Rodovia Floriano de Camargo Barros (SP-143), que liga a Castelo à Marechal Rondon, também virou rota de fuga, segundo o levantamento do sindicato. Com isso, suas pistas afundam sob o tráfego de carretas. O trecho de 25 km está repleto de "borrachudos", pontos de afundamento. Já a Rodovia Euryale de Jesus Zerbine (SP-066), perto de Guararema, é usada pelos caminhões para escapar dos pedágios da Carvalho Pinto. A pista é simples, sem acostamento e o asfalto está deteriorado.

Malha viária. O Setcesp monitora as condições das rodovias em São Paulo para passar informações aos associados. De acordo com o vice-presidente da entidade, Manoel Sousa Lima Júnior, o Estado tem duas malhas viárias bem distintas. "Uma é a malha concedida à iniciativa privada, que é boa, mas também tem pedágios com valores absurdos, e outra é a malha sem pedágio, quase toda de estradas muito ruins. Parece que, ao fazer a concessão, o Estado se desobrigou de conservar o resto", diz.

Ele cita a Rodovia Comandante João Ribeiro de Barros (SP-225), bem conservada na região de Jaú, onde os motoristas têm de pagar pedágio. No trecho sem cobrança, entre Adamantina e Panorama, o asfalto é ruim, não há acostamentos e os acidentes são frequentes.

Interdições. Na última sexta-feira, sete rodovias paulistas tinham trechos totalmente interditados ou com tráfego em meia pista. A Sebastião Ferraz de Camargo Penteado (SP-250) foi fechada para caminhões nos 33 km entre Apiaí e Ribeira, mas os veículos de carga continuam passando por falta de alternativa. "Quando chove, as carretas afundam no asfalto e temos de mandar um trator para puxar", diz o secretário de Administração de Ribeira, Orides Rodrigues de Lima. No km 307, entre Apiaí e Angatuba, uma erosão levou meia pista há mais de um ano.

Também usada como rota de fuga do pedágio, a Rodovia Aristides de Costa Barros (SP-157) está interditada no km 21,5, em Itapetininga, por causa do rompimento de uma tubulação. As Rodovias Dona Genoveva Lima de Carvalho Dias (SP-373) e Abrão Assed (SP-333) também estão na lista de estradas com pontos de interdição total. Entre as estradas parcialmente bloqueadas por erosões, afundamentos e avarias em pontes estão a Tenente Celestino Américo (SP-79), a Pedro Eroles (SP-304) e a Rodovia dos Tropeiros (SP-068). Já a Rodovia Salvador Pacetti (SP-171) tem interdições parciais em dois pontos no município de Cunha.


Postado pela Assessoria de Imprensa do PT de Ubatuba
Fonte: Jornal da Tarde - 17/7/2011

 
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