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sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Alckmin devia ir ao Rio aprender a enfrentar a tragédia do crack

Nos últimos dias, o país assistiu a “aulas” do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin. Mas não foram as aulas de democracia que ele anunciou que gostaria de dar aos alunos da USP que resistiram à entrada de uma polícia militarizada na Cidade Universitária. Foram aulas de como não lidar com a Segurança Pública.

Na segunda-feira, o país assistiu ao “preparo” da Polícia que o governo paulista colocou na USP. Se aquele policial que saca a arma e esbofeteia por qualquer coisa representa o padrão dos policiais que estariam “policiando” a universidade, os alunos têm muita razão ao reclamar.
Mas a grande aula de incompetência, insensibilidade, preconceito e irresponsabilidade que o governador de São Paulo acaba de dar pôde ser vista na desastrada operação policial na Cracolândia paulistana.

Parece ocioso detalhar os defeitos da operação, mas incluem a criação de um grave problema de Segurança em regiões que não o tinham na dimensão que agora têm e a constatação de que seu único objetivo foi o que tem sido ventilado pela imprensa, o de mostrar serviço sem saber como.

A reação negativa dos paulistanos à ação policial na Cracolândia vem sendo tão intensa que a imprensa amiga do governador do Estado de São Paulo apressou-se em dizer que ele “Não sabia” de operação daquele porte.

Parece piada. A cada vez que um tucano diz que “não sabia” de alguma mazela ética ou administrativa, logo vem à mente a exigência que o PSDB e sua imprensa faziam a Lula a cada vez que ele negava ter conhecimento de alguma coisa.

É possível promover uma ação com centenas e centenas de policiais que certamente interferiria no centro da capital da forma como se viu sem que ninguém entrasse no gabinete do governador e avisasse nada? Se for assim, está explicado por que a situação da Segurança em São Paulo chegou ao ponto que chegou.

Mas não percamos mais tempo. Passemos logo à lição da qual o governador Alckmin tanto precisa. Afinal, se ele acredita em “dor e sofrimento” como método, precisa voltar ao jardim da infância da administração pública.

Olhe para o Rio de Janeiro, governador. Enquanto o senhor bate cabeça e indigna São Paulo, seu colega carioca preferiu fazer da capital fluminense a 1ª cidade a adotar o plano do governo federal contra o crack.

Uma imensa diferença de mentalidade pode ser vista logo de cara. Segundo o jornal O Estado de São Paulo, a delegada de Combate às Drogas recém-nomeada, Valeria de Aragão Sádio, de 35 anos, diz que “usuário não é problema de polícia”, mas “um problema de saúde e assistência”.

Valeria participou de todas as 63 operações realizadas em cracolândias do Rio desde março de 2011, quando assumiu a Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente. Quantas operações ocorreram em São Paulo, no período? Vai começando, pois, a ficar clara a razão da situação por aqui.

As ações conjuntas da Secretaria Municipal de Assistência Social e da Polícia Militar resultaram no recolhimento de 3.195 pessoas a centros de tratamento. Em São Paulo, esse é o número aproximado de abordagens causadoras de “dor e sofrimento”, ou seja, a polícia aborda o usuário de crack que tenta sentar-se ou deitar-se na rua, impedindo que pare em algum lugar.

Desse total de 3.195 usuários de crack recolhidos no Rio, 475 eram crianças ou adolescentes e 104 foram internados de maneira involuntária. Será que os viciados do Rio são mais permeáveis a aceitar tratamento do que os de São Paulo? Nem 5% dos viciados cariocas recolhidos resistiram.

A jovem delegada explica que os viciados são retirados de suas casas ou das ruas só quando não há parentes por perto e depois que uma equipe médica avalia o grau de dependência química. A decisão não é da delegada ou do secretário. Ela relata que “em nenhuma das operações houve tiro. Nem de borracha”.

Em São Paulo, é só tiro. Uma viciada recebeu um tiro de bala de borracha na boca.
As denúncias de abuso da polícia se sucedem.

Como o governo do Rio e o governo federal estão fazendo o que não se consegue em São Paulo? Primeiro, através das pessoas que são escaladas para a missão.

O plano nacional contra o crack que o governo e a prefeitura do Rio adotaram prevê três eixos: prevenção, cuidado e autoridade. A polícia atua como autoridade detendo o viciado e profissionais destacados para cuidado e prevenção assumem em seguida. Um fiscaliza o outro para evitar excessos da polícia.

Mas o importante é a dedicação. A delegada Valéria se feriu com a agulha de um usuário e precisou tomar coquetel antiaids. “No dia seguinte estava em outra operação. Mesmo vomitando, porque esse coquetel é barra-pesada”, diz ela, explicando que quem trabalha com usuário de crack está sujeito a ser xingado, agredido e a se ferir e que é preciso ter vocação.

Em São Paulo, nomeiam ex-torturadores para cuidar da Segurança Pública…

Antes de assumir o cargo, a delegada Valéria participou de reuniões com o governo federal sobre o Plano de Enfrentamento ao Uso do Crack anunciado por Dilma Rousseff. Em São Paulo, o governo local vem rejeitando parcerias há anos por não querer dividir eventuais sucessos e obviamente por discordar de táticas que dispensem “dor e sofrimento”.

O Estadão relata que a delegada não quis opinar sobre a situação em São Paulo, preferindo explicar que no Rio já estão em curso ações conjuntas da Polícia Civil e da Federal, convênios para seleção de profissionais de saúde e levantamento de estruturas disponíveis para abrigar usuários de crack e oferecer cursos de capacitação.

Dor e sofrimento? É isso o que Alckmin propõe para resolver essa tragédia que providencialmente, em ano eleitoral, teve a gentileza de deixar os paulistanos verem? Dor e sofrimento para quem? Cada vez mais paulistanos vão se dando conta de que não é só para os viciados. A incompetência tucana não poderia ter ficado clara em melhor hora.


Postado pela Assessoria de Imprensa – 13/01/2012
Crédito para o Blog da Cidadania

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Alckmin e Kassab temem ações do governo federal contra o crack, diz desembargador

"Operação Sufoco", que procura dispersar grupos de consumo do crack no centro de São Paulo, além de criticada pela falta de visão humanitária sobre o problema, teria motivações políticas


São Paulo - A proximidade da implantação em São Paulo do plano de enfrentamento ao crack do governo federal motiva a ação repressiva protagonizada pelo Governo de São Paulo e Prefeitura Municipal nas áreas de consumo da droga no centro de São Paulo, segundo o desembargador do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), Antonio Carlos Malheiros. O programa federal, detalhado em dezembro passado pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, a deputados da Assembleia Legislativa de São Paulo, prevê a ampliação de leitos e unidades de acolhimento aos dependentes químicos, entre outro itens de uma abordagem multidisciplinar do problema. A previsão é de que a implementação do plano comece logo após o carnaval.
O governador do estado, Geraldo Alckmin (PSDB), e o prefeito Gilberto Kassab (PSD), segundo a visão do desembargador, estariam receosos dos resultados políticos da chegada ao estado das ações planejadas em parceria entre os ministérios da Saúde, Justiça e Educação para a capital paulista.
"É tudo uma questão de temor. Bastou o governo federal anunciar medidas, que me parecem boas, para que de repente se começasse uma operação que, ao contrário, me parece muito equivocada", disse Malheiros, que também é coordenador da Infância e Juventude do Estado de São Paulo.
A "Operação Sufoco" foi iniciada no último dia 3 e é alvo de críticas de vários especialistas, principalmente pela forma violenta de abordagem aos dependentes.
Malheiros responsabiliza a "falta de vontade política" das administrações paulistas pela atual situação de degradação social e urbana a que chegaram as áreas do centro de São Paulo em que se concentram os usuários para o consumo do crack. "É o que atrapalha este estado", frisou.
O TJ-SP participou de vários debates públicos sobre como lidar com o problema. Malheiros aponta que os resultados destes encontros foram sempre satisfatórios, mas que as resoluções encaminhadas foram invalidadas pela operação deflagrada em conjunto pela prefeitura e pelo governo estadual. "Agora vai ter que começar tudo de novo", lamentou, referindo-se às ações assistenciais que a situação exige. "Eu acho que as pessoas não se afastarão das drogas só por conta do que foi feito (pelos governos de SP)", referindo-se às ações policiais
Ele, que acompanha de perto os problemas daquela área do centro da capital, já propôs a disponibilização de unidades móveis de tratamento aos dependentes químicos na região da Luz. Porém, segundo relata, ainda espera respostas do prefeito Gilberto Kassab  (PSD).
O desembargador garante também que o Judiciário "está atento" e aguarda denúncias da Defensoria Pública para tratar os casos de violência policial contra os usuários. "Vamos apurar se houve truculência".
Procuradas pela reportagem, a Secretaria Municipal de Segurança Urbana - que responde pela Guarda Civil Metropolitana (GCM) - e a Secretaria da Segurança Pública, do Governo do Estado, não comentaram as declarações do desembargador




Postado pela Assessoria de Imprensa - 12/01/2012
Crédito para Letícia Cruz, Rede Brasil Atual 

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Ubatuba recebe visita do deputado federal José de Filippi (PT)



O deputado federal José de Filippi (PT) esteve em Ubatuba no dia 09, sexta-feira, atendendo ao convite do pré-candidato a prefeito Mauricio Moromizato. Na agenda, o deputado federal reuniu-se com representantes de casas de recuperação de dependentes químicos, lideranças políticas e comunitárias no bairro do Ipiranguinha e Bela Vista.

Após cumprir uma agenda política em Taubaté, com a vice-prefeita Vera Saba e com o pré-candidato a prefeito Isaac do Carmo, o deputado federal José de Filippi reuniu-se em Ubatuba com representantes de casas de recuperação de dependentes químicos da cidade.

CASAS DE RECUPERAÇÃO - Na reunião, realizada na sub-sede do Sindicato dos Bancários de Taubaté e Região, os representantes das casas de recuperação levaram ao conhecimento do parlamentar as principais dificuldades enfrentadas pelas mesmas no seu trabalho diário com os dependentes químicos, destacando os problemas relacionados à regularização das entidades terapêuticas e casas de recuperação junto aos órgãos públicos, inclusive, o municipal. 

Para os representantes das casas de recuperação, não há por parte da Administração Municipal qualquer conduta em benefício das mesmas, pelo contrário a municipalidade juntamente com o Ministério Público ao invés de auxiliar as casas de recuperação mantém uma postura excludente, na tentativa de encerrar o importante trabalho assistencial das casas de recuperação. 

Para o deputado federal, “a questão que envolve a recuperação dos dependentes químicos deve ser enfrentada por toda a população, principalmente, quando se tem uma “praga” como é a dependência do CRACK”. E disse ainda, “A solução para os problemas enfrentados pelas casas de recuperação de drogados e de dependentes químicos deve, portanto, ser pensada em conjunto com a população, gestores municipais, estaduais e do Governo Federal. 

SEMINÁRIO - O deputado federal e os representantes das casas de recuperação de Ubatuba firmaram um compromisso para a realização de um seminário de planejamento e organização das casas de recuperação a ser realizado em fevereiro de 2012, no sentido de promover a organização do setor em Ubatuba e, principalmente, de encontrar soluções para os problemas apontados pelos representantes das casas de recuperação participantes da reunião, como Casa de Recuperação Monte Sião, Casa de Recuperação Missão Jesus é Luz, Associação Espírita Umbandista de Ubatuba, APAF – Associação Profissional de Apoio aos Farmaco dependentes e Casa de Recuperação Nova Vida. 

CRACK – De acordo com o pré-candidato a prefeito Mauricio Moromizato a situação vivenciada pelas casas de recuperação de Ubatuba deve se agravar com a chegada da temporada de verão e, principalmente, com o crescente número de casos de violência que envolve dependentes químicos e drogados. 

Mauricio destacou que, “o Governo Dilma preocupado com a questão lançou recentemente o plano de combate, prevenção e atendimento dos usuários de drogas, chamado CRACK, É POSSÍVEL VENCER, com investimentos que envolvem o montante de R$ 4 bilhões.” 

Para o companheiro Gerson Florindo, presidente do PT de Ubatuba e pré-candidato a vereador, “a reunião dos representantes das casas de recuperação com o deputado federal foi bastante proveitosa e não se encerra aqui, pois nossa intenção e dar continuidade ao debate realizando o seminário em fevereiro do ano que vem”. 


E disse também que “as casas de recuperação realizam um trabalho social inigualável, no sentido de salvar vidas; vidas que são ignoradas e desprezadas, primeiramente pela família e depois pelo poder público e isso têm que acabar”.


Veja matéria sobre a visita do deputado federal ao bairro do Ipiranguinha


Postado pela Assessoria de Imprensa – 12/12/2011

domingo, 11 de dezembro de 2011

Plano de combate ao crack

O PLANO DE COMBATE AO CRACK lançado pelo Governo Federal prevê o investimento de R$ 4 bilhões que deverão ser utilizados na ampliação do atendimento dos usuários, na ampliação de leitos de tratamento na rede SUS e privada e na prevenção com a criação de companhas educativas e combate ao tráfico de drogas. 


O plano tem as ações divididas em três eixos: cuidado, prevenção e autoridade. As iniciativas vão ser desenvolvidas de forma integrada com participação dos estados e municípios.





Postado pela Assessoria de Imprensa - 11/12/2011
Fonte: NBR

 
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